A ansiedade está roubando minha autoestima

Oi, mulheres maravilhosas do Espelho Rosa.

Primeiramente quero agradecer o carinho, acolhimento e convite da Mari. Para mim é um enorme prazer conversar com vocês, milhares de mulheres fortes, poderosas e comprometidas com seu autocuidado e saúde integral.
Meu nome é Jennifer Lisboa, eu sou psicóloga e minha missão é estender a mão e ajudar mulheres a descobrirem suas melhores versões, seus potenciais e uma vida com mais qualidade e saúde mental.
Como psicóloga, sou uma ouvinte (quase) em tempo integral, tenho a oportunidade de ouvir centenas de histórias de mulheres como você e enxergar suas transformações através do autocuidado, do autoconhecimento e da autocompaixão.
Ao longo da minha jornada como psicóloga, percebi que o número de pessoas convivendo com sintomas ansiosos cresceu muito. hoje nosso país está no topo do ranking, como o país mais ansioso do mundo e isso é muito sério: são milhares de pessoas convivendo com sintomas desagradáveis e tendo suas autoestimas minadas.

Uma das características mais comuns em pessoas que sofrem com ansiedade é a mentalidade catastrófica, que geralmente enxerga perigo em tudo, está sempre com o alerta ligado esperando o pior, convive com aquela terrível angústia, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento. É a preocupação com os filhos, com as contas para pagar, com o trabalho, com a arrumação da casa, com o amanhã, com o passado, com absolutamente tudo.
Cada dia estamos nos cobrando mais e dedicando menos tempo as pausas, a nós mesmas, ao autocuidado. A gente vem acumulando cada vez mais papéis, somos esposas, mães, donas de casa, filhas, profissionais e amigas. Equilibrar tudo isso não é nada fácil.


Esse malabarismo louco acaba gerando muita preocupação, medo, cobranças e culpa que impactam diretamente a nossa qualidade de vida, no sono, na alimentação, na saúde como um todo. Tudo isso, a longo e médio prazo, pode desencadear um quadro de ansiedade generalizada.
Infelizmente, as pessoas que sofrem de ansiedade tendem a demorar a procurar ajuda, o que pode acarretar em comorbidades como depressão. As consequências de se preocupar o tempo todo pode levar à falta de energia, à baixa produtividade no trabalho, a relacionamentos sociais e afetivos comprometidos, ao aumento do estresse, ao pessimismo, à baixa confiança em si mesma, à baixa autoestima e à dificuldade para aproveitar a vida (visão de mundo cinza, sem cor, sabe?). A ansiedade é tão grande que aos pouquinhos vai paralisando ao invés de mover e isso impacta todas as áreas da vida, na ilusão de termos controle sobre tudo, percebemos que não temos controle sobre quase nada e isso pode gerar uma falsa crença de incapacidade, roubando nossa autoestima e a nossa autoconfiança.
Você se identifica com isso? Se vê nessas palavras?

Como evitar esse problema?

Segue algumas recomendações importantes:

  • Busque relaxar o seu corpo, pratique exercícios de relaxamento muscular e de respiração.
  • Examine as vantagens de abandonar essas preocupações, veja se de fato são úteis para você.
  • Questione seus pensamentos, veja o quão racional eles realmente são.
  • Valide suas emoções e aceite suas limitações.
  • Com frequência, tire um tempo de qualidade pra você.
  • Busque sair do automático, seja intencional nos seus comportamentos.
    Se ainda assim estiver difícil, não deixe de procurar ajuda!

Jennifer Lisboa
Psicóloga clínica online
CRP01/20655
@jenniferlisboapsi

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