3 Vilões da Sua Transformação

Todas nós queremos evoluir, melhorar cada vez mais, crescermos em todas as áreas e nos tornarmos a nossa melhor versão. Não existe nada de errado em pensar assim. Afinal, quem não tem sonhos, objetivos?

Para nos tornarmos essa melhor versão de nós mesmas, precisamos, no entanto, encarar de frente alguns “vilões” que nos impedem de alcançarmos aquilo que desejamos. Posso contar um segredo para você? A maioria desses vilões está escondida dentro da sua mente! Sim, esses vilões são os mesmos “fantasmas” ou as mesmas “vozes” internas que insistem em falar coisas negativas para você nos piores momentos, acionando seus mecanismos de autossabotagem.

Em um dos posts anteriores, apresentei a você 9 chaves para blindar a sua mente. Você pode ler esse texto de hoje e, em seguida, ler a postagem que eu estou falando, pois uma é complemento da outra. Posso dizer a você que a maior arma que você tem para vencer esses vilões é ter a sua identidade e autoestima restauradas, a sua autoimagem sadia, compreendendo quem você é em todos os sentidos e aprendendo a se valorizar e a estabelecer os seus limites. Sempre falamos disso aqui, mas posso voltar a falar disso novamente em novas postagens.

Conheça os 3 vilões

Hoje, quero expor a você apenas 3 vilões para os quais você precisa ficar atenta, pois são muito sutis e, se você der lugar a eles, podem fazer um verdadeiro estrago na sua mente e na sua autoestima. Existem muitos outros, mas vamos começar por esses hoje. Conheça-os para poder se blindar contra eles!

  1. Comparação: uma das maneiras pelas quais aprendemos as coisas é por associação mental e modelagem, ou seja, em certa medida, comparar-se é, de certa forma, um mecanismo natural. Porém, a comparação da qual estamos falando é aquela em que você não consegue fazer nada, ou sentir satisfação com sua própria vida porque o seu referencial de realização e felicidade não está na sua própria vida, mas na vida do outro, nas realizações dele. Essa comparação é fruto da falta de amor-próprio, da falta de autoconhecimento. Você não se aceita como é e quer ser como outra pessoa. Isso gera frustração, porque nunca seremos iguais a ninguém. Ao colocar seus olhos no outro, você deixa de olhar para os seus recursos, que podem levar você rumo à sua melhor versão, sendo você mesma.
  2. Perfeccionismo: Não existe nada errado em ser uma pessoa com um perfil mais detalhista. O perigo está em distorcer o detalhismo, transformando-o em perfeccionismo. Nesse sentido, o perfeccionismo é o detalhismo “na dor”, ou seja, você se torna extremamente detalhista e controladora como resultado de uma dor interna, de um desejo de ser perfeita para ser merecedora de amor e aceitação. Nesse sentido, o perfeccionismo expõe uma necessidade de autoafirmação, uma baixa autoestima. Ao cair no perfeccionismo, você pode perder o “timing” de certas oportunidades, por achar que nada que você faz está bom o suficiente.
  3.  Colocar excesso de expectativas nos outros: Quando esperamos demais dos outros, a chance de nos frustrarmos é muito grande. Muitas vezes esperamos demais dos outros porque não acreditamos que aquilo que temos é bom, ou seja, mais uma vez, resultado de baixa autoestima e baixo autoconhecimento. Para escapar dessa armadilha, primeiro, você precisa se amar e se conhecer, tendo em mente que é melhor não esperarmos nada de ninguém, e que você é responsável por sua própria mudança. O que vier dos outros, será lucro. Entender isso protege muito a sua mente. Guarde o seu coração, porque ele é uma fonte cheia de vida.

Observe que, em cada um desses pontos, a chave para que você não caia em armadilhas é a restauração da sua identidade, do amor-próprio, a clareza sobre quem você é e o que gostaria de alcançar, sendo você mesma.

Eu poderia continuar citando vários outros vilões, e você, com certeza, conseguiria se identificar com pelo menos algum deles. No momento, peço a você que reflita profundamente sobre o que apresentamos a você hoje. Em que medida esses vilões têm afetado a sua vida?

Comece por você!

Nossa sociedade está cheia de pessoas doentes física e emocionalmente porque não conseguem lidar com suas próprias feridas e saber quem elas são, de forma equilibrada. Se você quer fazer diferença no mundo, primeiro, comece fazendo a diferença no SEU mundo interior. Uma pessoa restaurada pode mudar muitas outras vidas. Pense nisso!

Desejo que você seja sua melhor versão, sendo você mesma, com os recursos que você tem, na idade em que você estiver!

Abraços!

Patty Azevedo

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