Desista sim, mas do jeito certo!

Como assim, desistir? Logo você, dizendo isso? Você que sempre incentiva os outros a continuarem seguindo em frente, lutando por seus objetivos? Logo você que posta a hashtag #nuncadesista? 

Calma!! Vou explicar direitinho essa história.

Todo processo de mudança que passamos na vida requer decisões, tanto no sentido do que vamos FAZER, quanto do que vamos DEIXAR DE FAZER. Esse processo vai revelar para nós o que realmente vale à pena continuar fazendo ou com quem vale à pena continuar caminhando a cada nova etapa.

Existem coisas que precisamos abandonar a fim de seguirmos em frente, em direção ao novo, em direção aos nossos objetivos. Existem, até mesmo, amizades que precisam ser repensadas, ou companhias que precisam deixar de ser prioridades para nós, não porque são de todo ruins, mas porque, considerando nosso momento de vida, é necessário aprendermos a selecionar melhor de quem são as vozes que queremos deixar influenciar a nossa mente mais de perto.

Meu desejo, ao escrever isso, não é o de fazer você abandonar as suas amizades ou relacionamentos. Longe disso. Mas quero, com isso, trazer a você uma reflexão sobre o que ou quem é realmente relevante para você, a ponto de você permitir ter acesso direto à sua mente. Até mesmo para poder avaliar se aquelas pessoas que você considera como amigas realmente o são.

Pare agora e faça uma reflexão profunda: as amizades que tive, até hoje, têm me incentivado a me tornar uma pessoa melhor ou não? Aquilo que eu tenho feito tem me ajudado a estar cada vez mais próxima dos meus sonhos ou tem me sabotado? Quais são as minhas maiores travas, hoje, para crescer? Essas travas são internas ou externas? O que tenho feito em relação a isso até agora? O que preciso fazer ou deixar de fazer a fim de alcançar os meus sonhos? As respostas a essas perguntas podem ser muito reveladoras para você.

Como saber do que abrir mão?

Aí você me pergunta: ok, mas como fazer isso? Como escolher o que vou abandonar? Como saber se estou fazendo a escolha certa?

Primeiramente, pergunte a si mesma se aquela coisa que está trazendo crise para você vale a pena ser mantida ou não. Uma boa maneira de verificar isso é perguntando: tal coisa me leva para mais perto ou mais longe do meu propósito de vida? É um desvio de rota? Se você, ao responder a essas perguntas, perceber que aquilo não contribui para a realização do seu propósito, rouba seu tempo, consome seus recursos e não está fundamentado em princípios e valores mais importantes, avalie o quanto manter isso em sua vida é positivo ou negativo.

Cuidado! Existem princípios que são MUITO MAIS importantes e que precisam ser respeitados. Exemplo: família, casamento, liberdade, vida, etc. Abrir mão disso sem avaliar as consequências é perigoso. Avalie bem, procure ajuda, se for necessário, nesses casos, e tome a melhor decisão. 

Em segundo lugar, avalie em que medida algo está fazendo bem ou mal para sua saúde física, mental, emocional ou espiritual. Há situações em que mudanças são necessárias para manutenção da nossa sanidade e integridade física. Avalie com carinho se isso faz sentido para você!

Outra coisa que precisa ser levada em consideração é se você tem sabotado a si mesma, apegando-se a coisas e situações que não contribuem para a realização do seu propósito de vida, por medo de perder alguma coisa ou de viver novamente uma situação que trouxe a você dor ou tristeza. Esse processo é inconsciente, mas existe uma causa. É bom que você procure identificar essa causa e, a partir daí, traçar estratégias para vencê-las e avançar.

Muita atenção!

Lembre-se de duas coisas: 

  1. Para conhecer o seu propósito de vida, é necessário, primeiro, conhecer bem a si mesma. Clarificar a identidade clarifica o seu propósito. Você se conhece de fato? Conhece suas forças, suas habilidades, seus motivadores, suas fraquezas, seus pontos que precisam melhorar? Quanto mais você avança em autoconhecimento, mais claro se torna o caminho e mais começa a fazer sentido traçar um plano de ação rumo ao seu objetivo.
  2. O caminho se clarifica à medida que você caminha. Você precisa agir. Não adianta permanecer no mesmo lugar, à espera de um milagre. Você é a pessoa mais interessada na sua própria mudança, mas, para isso, você PRECISA AGIR.
  3. Não descarte pessoas ou relacionamentos simplesmente porque essas pessoas não têm o mesmo entendimento de certas coisas que você. Diferentes pessoas estão em diferentes processos de vida, e isso é normal. Avalie a questão dos princípios, acima de tudo, das alianças que você fez, dos níveis de comprometimento, etc. Cada caso é um caso. Avalie tudo com critério, cautela e procure bons conselhos, acima de tudo. Procure ajuda profissional, se for necessário. Aja com responsabilidade, pois tudo na vida tem consequências!

Que as suas escolhas em relação a quem você vai permitir que tenha acesso direto ao seu coração não sejam fruto de dor, mas de início de um novo ciclo de forma legítima, saudável, concluindo com sucesso a fase anterior.

Além disso, também há momentos em que naturalmente fazemos certas reflexões, pela própria mudança que esses momentos representam. Entrar em uma nova década, por exemplo (no caso, dos 30, dos 40…), pode ser o início desse novo ciclo, e você pode fazer novas escolhas e deixar certas coisas para trás a fim de que você possa ser, sim, a sua melhor versão nessa fase. Mais saudável, mais autoconfiante, mais segura, mais equilibrada, mais consciente de quem você é. E, acima de tudo, mais consciente sobre o que você vai ouvir.

Abraços!

Patty Azevedo

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