Novo Normal com Carlos e Charlene

Mais uma matéria da nossa série Novo Normal! Dessa vez com um casal que é responsável por uma marca que eu AMO e vivo postando por aqui e no meu Instagram: a CHEK. Foram muitas mudanças desde o início do isolamento. No entanto, o Carlos e a Charlene se adaptaram logo no início. Venham conferir.

ER: Carlos, conta pra gente um pouquinho de como surgiu a marca e o nome.

Carlos: A história da marca, na verdade, começa desde a minha adolescência. Sempre trabalhei em confecção. Meu primeiro emprego foi na Pernambucanas. Nunca trabalhei em outra coisa que não fosse relacionado a isso. Com 14 anos entrei em uma fábrica de tecido e nunca mais saí. Então eu digo que sempre respirei moda, cheiro de algodão e de tecido. 

Resolvi continuar como vendedor, e fui durante 10 anos representante comercial, vendendo para duas marcas regionais. O tempo foi passando e vislumbrei que se eu vendia para os outros, poderia vender para mim também.  Como eu já conhecia o chão das empresas que eu trabalhava, a matéria prima e o produto, entrei de cabeça nesse mercado!

Comecei a fabricar alguma coisa no fundo do quintal da minha casa, com uma só máquina de costura. Tudo muito caseiro. Eu comprava o tecido, minha mãe cortava e eu levava no porta malas do carro para vender. Com o aumento do número de vendas, tive que deixar de ser representante comercial e focar só em ser empresário. Troquei um salário maior (que eu tinha para investir) por “um menor”. Mas vale a pena começar a rodar o próprio sonho.

Contratei uma modelista e funcionários para corte e costura, e em 2001, começamos a produzir e tirar pedidos por meio de representantes. Eu mesmo ainda visitava alguns clientes. No início, criávamos só peças para produção e entrega, mas a marca foi crescendo e, junto com ela, a necessidade de criar coleções. E assim fomos lapidando nossa essência. Passo a passo chegamos até aqui. 

Já o nome da marca saiu do meu próprio sobrenome. Um amigo disse que a marca devia exalar quem eu sou, então ele me deu a ideia de ficar com as 4 últimas letras do meu sobrenome. No início, achei estranho. Perguntei para algumas pessoas. Umas apoiaram, outras disseram que não tinha nada a ver. Mas acreditei na importância de a marca ter uma identidade forte, de ela ser um pedaço de mim.

ER: Já falamos sobre isso por aqui, mas gostaríamos que vocês entrassem na questão da Doação de máscaras. Vocês foram um dos primeiros a produzir e doar. Conta pra gente um pouco mais. 

Carlos e Charlene: Um dos principais pilares da nossa marca é o cuidado. Por conta disso, vestimos a ideia das máscaras nessa pandemia de forma muito natural, pois queríamos incentivar e promover o cuidado, proteger nossos funcionários e fortalecer a importância do uso dentro das nossas possibilidades. 

Além da produção de máscaras para nossos funcionários, nós oferecemos, sem fins lucrativos, tecidos e mão de obra para corte de máscaras a nível regional. Acreditamos que a coragem para seguir em frente aumenta quando unimos nossas forças. Não expomos muito em mídia isso logo que aconteceu, pois o intuito nunca foi vender nem fazer um marketing em cima de toda essa ação, mas sim promover e incentivar o cuidado com o próximo.

ER: Como ocorreu a adaptação do atendimento e da fábrica?

Carlos e Charlene: Os recursos que usamos hoje são de telefone e WhatsApp, conversando e mandando fotos e vídeos. 

Quanto ao funcionamento da fábrica, estamos fazendo um rodízio e trabalhando só a necessidade por setor. Desse modo, acumulamos o serviço para que não seja preciso que todos os funcionários venham todos os dias. E quando é preciso, é possível fazer tudo de uma só vez. 

Ademais, alguns colaboradores não estão vindo desde o dia 20 de março, como é o caso da nossa piloteira. No entanto, levamos na casa dela peça por peça para que ela faça o trabalho remotamente. Prezamos pelo cuidado com nossos funcionários, tanto em relação a pandemia quanto a nível financeiro. Deste modo, conseguimos não mandar ninguém embora, e formar uma rede para nos apoiarmos mutuamente nesse momento difícil.

Outra medida importante que tomamos foi em relação aos clientes e fornecedores. Logo no início da pandemia, mesmo receosos do que poderia estar por vir, optamos por não cancelar os pedidos dos fornecedores. Decidimos ligar para todos os nossos clientes, individualmente, perguntando se eles queriam receber os pedidos mesmo frente a todo esse contexto da pandemia. Nos mostramos dispostos a negociações para proporcionar todo amparo necessário. Estamos todos passando pela mesma dificuldade e ter empatia é o primeiro movimento para conseguirmos passar por tudo isso da melhor forma possível.

ER: Como fazer para comprar as novas peças?

Carlos e Charlene: A pandemia nos estimulou a melhorar ainda mais nosso atendimento. Então logo vem mais novidades por aí. Estamos organizando um destaque para informar sobre nosso site e nossos lojistas.

Enquanto isso, nos mandem uma mensagem no WhatsApp ou no Instagram, que responderemos qual o lojista mais próximo de você. 

Muito obrigada por participarem desse quadro tão importante para estimular outras pessoas em seus sonhos e negócios!

#VaiPassar

Mari Pinheiro

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