Meu corpo e o Carnaval

Quantas vezes você deixou de fazer algo por vergonha do seu corpo? Na praia, em um casamento, em um aniversário, em qualquer lugar… No carnaval, não é diferente! Eu já tive inúmeras crises antes de ir para algum evento.

Ao começar a provar roupas, lembro a sensação de insatisfação, o desconforto em não achar algo que me representasse ou que me sentisse à vontade em vestir.

Chorei muitas vezes.

Deixei de aproveitar alguns momentos. Sofri.

No carnaval, somos convidados a vestir menos roupas, pelo calor, pela festa, pelo brilho da alegria dessa festa cultural.

Mas será que somos todos convidados, ou o convite se estende apenas àqueles que possuem corpos malhados e atléticos?

Quantas vezes nós já recriminamos uma amiga pelo tamanho da saia ou pelo decote profundo?

Quantas vezes a imposição desse padrão inatingível de perfeição nos fez sentir menos dignos?

É como se não nos permitissem ser e levar nossos corpos à essa grande festa brasileira.

São muitos medos: medo de mostrar o corpo, medo dos julgamentos, medo do nosso julgamento.

A dor da não aceitação e o ódio ao nosso próprio corpo.

E, como fazer diferente?

Como se permitir independente do tipo de corpo que você tem?

Comece! Vá com medo! Vá!

É um exercício contínuo, um hábito a ser adquirido.

Converse, faça terapia, exercite o não julgamento com o outro e com você mesma!

Gostando ou não do carnaval, que sejamos livres para viver e mostrar nossos corpos apesar dessas imposições.

Inclusive, olha que sincronicidade! A Mari postou também sobre isso ainda ontem. Dá uma lida na reflexão:

O seu corpo é seu!

Ótimo feriado!

 Lívia Ramalho

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