Foco no colo: os melhores cuidados em casa e no consultório

Mais frágil do que a do rosto, mas também constantemente exposta às agressões, a pele do colo merece atenção redobrada para se manter saudável.

Quantas vezes você saiu de casa correndo, até passou o filtro solar no rosto, mas deixou o colo desprotegido? Já comprou produtos específicos para essa área ou, pelo menos, estendeu o skincare até o decote? Fato: a maioria de nós não dá ao colo a mesma atenção dispensada à face. Consequência: com o passar dos anos, a pele da região acaba envelhecendo precocemente. “Por ter pele mais fina e pobre em glândulas sebáceas, que garantem proteção natural, a região é mais propícia ao aparecimento de rugas, flacidez e manchas. E o fato de ficar constantemente exposto ao sol, vento, poluição e atrito de roupas agrava o problema”, fala Cibele Tamietti Durães, dermatologista da Clínica Leger, no Rio de Janeiro. 
Não é à toa que os tratamentos para o colo estão entre os mais procurados pelas pacientes acima dos 50 anos. “Na nossa cultura, a mulher, independentemente da idade, conserva o poder de sedução e o colo é importante nesse contexto”, acredita Victor Bechara, dermatologista do Rio de Janeiro. A boa notícia é que nunca é tarde para começar — ou intensificar — os cuidados. Veja as recomendações dos dermatologistas, que indicam também os melhores tratamentos.

Filtro solar FPS 50 e turbinado

O sol é o grande inimigo do colo. Ele prejudica a produção de colágeno e elastina, que dão sustentação e firmeza à derme, provoca manchas e afeta a vascularização, provocando um eritema que deixa a pele com aspecto avermelhado, mesmo que você não tenha tomado sol no momento — sem falar em tumores, benignos ou malignos. Por tudo isso, Victor Bechara elege o filtro solar como o cuidado nº 1. “O FPS 30 seria suficiente para o dia a dia, mas com roupas e acessórios dificultam a reaplicação constante, indico o FPS 50, para garantir maior efetividade e porcentual de proteção”, fala o dermatologista. Segundo ele, o produto pode ser específico para a área, para o rosto ou corpo, o importante é que ofereça ampla proteção. “Melhor ainda se trouxer ativos antioxidantes, hidratantes e clareadores, como vitamina E, ácido hialurônico e niacinamida, que são compatíveis com a luz do dia”, conclui ele.

Hidratação dupla, com ativos poderosos

Por ser naturalmente mais delicada e seca, a área merece ao menos duas hidratações ao dia, de manhã e à noite. “Todo produto do rosto pode ser usado no pescoço e colo, embora muitas linhas de skincare tenham opções próprias para a região, e, consequentemente, são as mais indicadas”, fala Cibele Tamietti. Dê preferência aos cosméticos que, além de ativos hidratantes, tragam também antioxidantes, que protegem e tratam — ácido hialurônico, manteiga de karité, ácidos graxos essenciais, alfahidrixiácidos, aminoácidos (arginina, serina) e vitaminas (A, B5, C, E).  Destaque também para os tensores, que ajudam na sustentação, como o DMAE e o Matrixyl.


Cuidados extras: massagem, rolinhos e adesivos

“Ao aplicar os produtos, vale a pena fazer uma massagem na região, sempre em sentido ascendente, para aumentar a circulação nesta área e a penetração dos ativos. Além disso, o movimento certo minimiza os efeitos da gravidade, contribuindo para uma pele mais firme”, diz Cibele Tamietti. Os rolinhos de quartzo ou jade usados no skincare também são uma boa pedida, sempre em movimentos de baixo para cima e de fora para dentro.
Já os adesivos de silicone antirrugas para o colo podem ajudar quem se incomoda particularmente com as linhas verticais entre os seios, as chamadas “sleep lines”. “Após anos e anos dormindo na mesma posição, os vincos entre os seios se tornam permanentes. Os adesivos, ao evitar que a área fique comprimida, podem atenuar o problema”, diz Beatriz Lassance, cirurgiã plástica de São Paulo. Outra dica é procurar não dormir de lado.

No consultório, tratamentos de ponta para diferentes queixas

O colo tem também menor densidade de folículos pilosos — é por meio deles que se dá a regeneração da pele, segundo Victor Bechara. “Portanto, os tratamentos precisam ser mais conservadores do que os do rosto. Ainda que usemos os mesmos métodos, a potência e a intensidade devem ser mais baixas”, afirma Victor Bechara. Isso não quer dizer, segundo ele, que não darão resultado, mas que é preciso ter mais paciência. Entre as técnicas, destaque para as tecnologias e os métodos injetáveis — que podem ser combinados para um melhor resultado, de acordo com queixa da paciente e a avaliação do profissional.

Se a proposta é tratar a flacidez, as apostas são o ultrassom microfocado e a radiofrequência. “Ambos estimulam a produção do colágeno e provocam a retração do tecido, que fica mais firme, com tônus”, explica Cibele Tamietti. Para melhorar a qualidade e textura da pele e apagar rugas finas, os lasers ablativos e não ablativos, que provocam uma renovação da epiderme, são boas indicações. Quando as queixas são “vermelhidão” e manchas, a luz intensa pulsada é recomendada.  “É um coringa porque consegue atingir tanto os pigmentos, melhorando as manchas, como os vasinhos, que formam o eritema vascular”, explica Victor Bechara.

“No campo dos injetáveis, os bioestimuladores de colágeno são indicados para a flacidez leve e irregularidades superficiais da pele”, fala Beatriz Lassance. E, para hidratar a pele, uma boa pedida é o skinbooster, segundo o dermatologista carioca: “Neste injetável, as moléculas de ácido hialurônico estão soltas para atraírem água — cerca de 20 vezes o volume de cada uma delas, o que garante uma ótima hidratação”.

Reprodução: ESTÚDIO DE CRIAÇÃO EGCN / POR OLGA PENTEADO

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