Casa de arquiteto e a perfeição!

Quando me apresento, e falo que eu e meu marido somos aquitetos, as pessoas comentam : “imagino como será a casa de vocês”!

Durante muito tempo essa afirmação foi quase constrangedora, porque eu sabia que a expectativa das pessoas estava em ver algo grandioso, cheio de peças caras, design assinado, praticamente uma mostra de decoração. Nada contra tudo isso, mas não era o que eu vivia, nem exatamente o que queremos viver.

Já passei por muitas casas, mas desde a primeira e mais simples delas, decidi que ia decorar pra mim e pra meu marido. Que investiria naquilo que tem mais significado pra nós. E que os poucos recursos não seriam impecilho pra morarmos muito bem.

Nosso primeiro ap era emprestado… Mesmo assim resolvi pintar (eu mesma) fazendo um barrado de stencil no quarto e uma pintura esponjada na sala. Graças a Deus era tão pequeno, porque eu fiquei “quebrada” depois da pintura… imagina se fosse maior!

Ganhamos a cama de presente de casamento… e uma mesinha pro computador. Fora isso e os eletros que compramos em 12x, todo o restante do mobiliário era “alternativo”. Éramos recém-formados, iniciando a vida juntos e com a grana bem curta. Nossa mesa de jantar, era a prancheta de desenho. Nosso sofá, a cama de solteiro do Givaldo, que eu fiz pintura patinada e acrescente almofadas. Pintei também caixas de papelão que eram nossas mesas laterais e  guardavam nossasrevistas dedecoração. Nossa bicicleta, ficava suspensa na parede de cobogó da sala se transformando numa escultura inusitada. A mesinha de centro, uma maquete com tampo de vidro. Emoldurei flores secas e elas ficaram lindas ao lado da janela…

Sempre que descrevo tudo isso, relembro o processo todo pra fazer cada objeto, pra adaptar cada móvel. E meu coração se enche novamente de alegria. Porque descobri que uma casa bonita depende de como eu me sinto dentro dela, não do que eu posso comprar pra decora-la. Descobri que o que tenho no meu lar precisa ter significado pra mim e pra quem está lá comigo, não pra os outros que nem me conhecem.

A segurança de saber quem nós somos, e daquilo que nos faz feliz é o que nos permite ficar à vontade e até achar graça nas expressões dos poucos a quem abrimos nossa initmidade aqui em casa. Assim, depois de 20 anos de casada e de tantos outros imóveis, eu continuo fazendo coisas pra minha casa, continuo pintando paredes… mesmo podendo pagar. Além disso, passei a ensinar como você pode viver bem, onde você mora hoje. Pra que deixar pra depois, se podemos ser tão feliz agora, né?

As soluções que usei a tanto tempo atrás continuam supe em alta! Que tal se inspirar com algumas delas?!

Grande abraço, Ry Farias.

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